Depois de viver aproximadamente 15 anos na mesma casa, eu e minha mulher decidimos mudar para uma residência um pouco mais espaçosa. Embora contássemos com o empenho de vários profissionais, eletricista, encanador, marceneiro e um tio de minha mulher que foi o coringa e o habilidoso “fazedor de tudo um pouco”, não posso deixar de reconhecer que uma mudança é extenuante. Decidir sobre cores de tinta, móveis mais adequados, e até detalhes como cortinas e elementos de decoração pode ser algo muito compensador, mas que produz uma grande fadiga, isso é inegável. Mas, seja como for, a decisão sempre fica a cargo do casal que vai habitar no novo endereço.

Mas o cansaço poderia ser bem mais intenso. Só não o foi porque eu resolvi, previamente, seguir os ditames de organização de uma mudança de residência ditados por alguns artigos que li neste site. É claro, que um dos pontos positivos que alivia muita fadiga é a gente aproveitar a mudança para fazer o descarte de utensílios e objetos variados que não nos são mais úteis e só ocupam espaço. Até nossos filhos aproveitaram a deixa da mudança para descartarem muitos brinquedos.

Mas, nem deu pra curtir a ressaca ao despertar do profundo sono na manhã do dia seguinte ao da mudança. Ainda na cama, ao abrir os olhos, a primeira coisa que vi foi uma pilha de caixas no canto do quarto. Também havia mais caixas na sala e em outros cômodos da nova residência. É claro, que a distribuição dos seus conteúdos ao devidos lugares seria feita quase totalmente por minha mulher, porém senti-me no dever de ficar ali para auxiliá-la nos últimos trabalhos que uma mudança nos oferece.

Durante o café improvisado naquela manhã, entre caixas e alguns móveis espalhados, pude avaliar o quanto vale a organização de uma mudança de residência. Mesmo com toda a organização possível, reconheci que foi uma experiência estafante. Imaginei o quanto sofrem as pessoas que se aventuram a mudar de casa na base do improviso. Mas felizmente, o final foi gratificante, e em poucos dias a família já estava se deliciando dos prazeres da ambientação ao novo endereço.

Autor: O. Seca.